Galera,
assistam esses vídeos e comentem a metodologia empregada e, principalmente, a seleção dos pontos de cada conteúdo que foram abordados:
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=c-BR2WqXfAQ
http://www.youtube.com/watch?v=3AwxEeKwpiY&feature=related
Para os que ainda não entenderam a proposta do blog, ainda preciso dizer que faz pate da avaliação.
Boa Semana de Química a todos!
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ResponderExcluirO prof. Silvio Predis (MC Niteroi), apesar de estar ensinando no ambiente de cursinho, onde a metodologia de ensino e completamente diferente de um colégio público de ensino médio. Além de terem alunos que podem ser formados ou cursando o 3º ano, muitos deles já tiveram visto os assuntos no colégio público ou particular, sendo então uma turma bastante heterogênea. E esses vestibulandos já tem outra mentalidade, pois estão focados no vestibular, enquanto os alunos do ensino médio a maioria pensar em trabalhar e outros no vestibular.
ResponderExcluirEntão creio que o professor Silvio Predis no vídeo do You Tube, no primeiro momento trabalhou com o conteúdo pilha eletroquímica, devido esta escrito no quadro, mas os conteúdos para alguns vestibulandos serão para relembrar e outros a primeira vez que ver o assunto, para depois à aplicação da música rap da pilha, supostamente criada por ele. Essa estratégia de ensino é usada para uma melhor compreensão dos vestibulandos, ou seja, utilizando o lúdico. Na referência eletrônica:
http://www.nead.unama.br/site/bibdigital/monografias/brincar_com_crianca.pdf, segundo ALMEIDA (1987) já na antiga Grécia pensadores como Platão (427- 348 a.C.) defendiam as atividades lúdicas com valor educativo. Platão introduziu de um modo bastante diferente para a época, uma prática matemática lúdica, tão enfatizada hoje em dia. Ele aplicava exercícios de cálculos ligados a problemas concretos, extraídos da vida e dos negócios, onde o mesmo afirmava: Todas as crianças devem estudar a matemática, pelo menos no grau elementar, introduzindo desde o início atrativos em forma de jogo.
Outro pensamento seria a linguagem musical, de acordo com Cauduro (1989, p. 14) diz que: A implantação de novas estratégias lúdico-musicais e suas múltiplas facetas como o canto, os folguedos cantados, o movimento ritmado e expressivo, a percussão corporal e instrumental, a improvisação e declamação ritmada, contribuem no desenvolvimento ensino-aprendizagem, por ser nesta etapa da vida escolar que suas percepções, sua atenção e sua memória estão mais receptivas a todo tipo de estímulo e informação. Retirado do site:
http://www.unisalesiano.edu.br/encontro2009/trabalho/aceitos/CC09622514880.pdf.
Então nos futuros professores temos que ter cuidado na elaboração das letras das músicas, considerando a faixa etária dos alunos de determinadas turmas. Sobre o vídeo acho que o professor tentou se adequar a música neste caso o rap presente nos meios de comunicação. Nesta situação percebe a participação dos vestibulandos na aula de forma descontraída, de maneira totalmente diferente daquela aula tradicional de alguns colégios cujo aluno não é protagonista da história.
No outro vídeo de You Tube do professor Silvio Predis, ensinado no cursinho o conteúdo de geometria molecular e polaridade da molecular, penso que ele ensinou o conteúdo antes descrito no quadro para depois a música ‘Ta vendo aquela nuvem?’ com ritmo de pagode carioca.
ResponderExcluirEssa atividade também pode ser embasada na Teoria das inteligências múltiplas de Howard Gardner (1985) é uma alternativa para o conceito de inteligência como capacidade inata, geral e única, que permite aos indivíduos uma performance, maior ou menor, em qualquer área de atuação. Sua insatisfação com a ideia de QI e com visões unitárias de inteligência, que focalizam sobretudo as habilidades importantes para o sucesso escolar, levou Gardner a redefinir inteligência à luz das origens biológicas da habilidade para resolver problemas. Através da avaliação das atuações de diferentes profissionais em diversas culturas, e do repertório de habilidades dos seres humanos na busca de soluções, culturalmente apropriadas, para os seus problemas, Gardner trabalhou no sentido inverso ao desenvolvimento, retroagindo para eventualmente chegar às inteligências que deram origem a tais realizações. Retirado do site:
http://www.homemdemello.com.br/psicologia/intelmult.html.
Focando na Inteligência musical proposta por Gardner que se manifesta por uma habilidade para compor, apreciar ou reproduzir uma peça musical. Relacionando com o ambiente de cursinho observado no vídeo, ocasionou nos estudantes uma atividade descontraída, de forma que se aprende o conteúdo com a musicalidade por trás. Acho que isso também funcionaria no colégio público se o educador pedisse aos alunos para compor música sobre o conteúdo, podendo assim desenvolver uma feira musical ou trabalhar como foi feito pelo prof. Silvio no cursinho.
Enfim, o conteúdo deve ser abordado de maneira contextualizada e interdisciplinar, obedecendo aos PCN´s, independente da estratégia de ensino do educador.
Para a concepção de um aluno ou professor da área de química irá certamente dizer que os dois links apresentaram obstáculos animistas quando mencionou que a espécie química ficou bolada ou a maneira como a parodia foi montada. Se tratando de haver rimas o professor fez uso da palavra bullyng sem ter significado naquele contexto. Pórem, se tratando de um cursinho pré-vestibular os professores supõem que os alunos já viram os conteúdos na escola tendo ali um espaço para lembrar. Alias, mais que isso lembrar e memorizar no tempo de oito a nove meses todo o conteúdo. O aluno que paga um curso só quer saber em passar no vestibular não querendo saber a forma pela qual será direcionada, pois no dia da prova eles não tempo de lembrar de tudo e a música é uma forma de ajudar. A direção do pré-vestibular não quer saber a forma de como é passado e sim a quantidade de alunos que passarão no vestibular. Ou seja, quanto maior o número melhor será já que mais pessoas irão se inscrever com o pensamento “se o curso passou x eu também posso passar”. Tratando o conhecimento como mercadoria baseada na quantidade e não da qualidade. Entretanto, o professor não só pode utilizar a música como outras metodologias que ajudem a aproximar a ciência do cotidiano do aluno desde que ela seja coerente com o assunto, respeite o conteúdo além de ter o professor como mediador. A música tocada no link: http://www.youtube.com/watch?v=5BYlhKmsfEM, por exemplo, apesar das imagens em alguns casos não ajuda muito, mas com ajuda do professor explicando de maneira correta pode ser utilizado na aula de modelo atômico já que conta evolução do átomo desde Dalton até Rutherford.
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ResponderExcluirPrimeiramente,o publico do cursinho é realmente outro quando comparado com o da escola, no entanto é possivel sim utilizar essa linguagem tambem nas escolas, o ensino de quimica atraves de outras linguagens já vem a muito tempo discutida. Podemos analisar este texto publicado na quimica nova na escola em 2008, quem puder ler. http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc28/07-RSA-2107.pdf
ResponderExcluirDessa forma, vemos que a musica vem sido utilizada no ensino de quimica há pouco tempo quando comparado à outras disciplinas como vemos em historia, geografia, português e Barreiro(1990) ainda relata:"Diferentemente do livro didático e outros recursos, os quais se presume que o professor tem o maior conhecimento (o que implica uma relação de desequilíbrio entre os dois interlocutores, alunos e professor) a musica permite fazer surgir em classe uma relação pedagógica distinta, igualitária e mais construtiva."
Acredito que uma prática pedagógica lúdica e com criatividade deva funcionar sim, mas certos cuidados devem ser tomados quanto a forma de ensinar,pois, para um cursinho onde os alunos já possuem uma certa maturidade e acredita-se que todos os conteúdos já foram vistos no ensino médio, esta estratégia proposta nos vídeos deve funcionar como mecanismo de memorização, porém para o ensino médio onde de fato o conhecimento é sedimento e construído não vejo bons resultados.Como nesse período tudo é muito novo, conteúdos musicados ou interpretados com detalhes cênicos podem levar a uma compreensão deturpada destes e muitas vezes desvaloriza o verdadeiro conhecimento científico que já possui uma linguagem própria.Quanto ao que realmente é importante num conteúdo,vejo também está problemática como uma variável dependente e que está mas associada com a busca do aluno do que do professor.Vivemos no século XXI, um momento de preioridade quando se fala de conhecimento,devido a quantidade de informações que nos deparamos dia-a-dia.Porém, para nossa mente seletiva e principalmente, de acordo com nossas afinidades buscamos traçar uma certa prioridade quanto a certos conhecimentos, ou seja, separamos as informações pelo grau de interesse e relevância seja para nossa vida profissional ou social no geral.Portanto falar do que realmente é importânte num conteúdo fica muito difícil quando nos deparamos com as variedades de informações que temos que dar conta sempre.Para um público que busca o vestibular por exemplo, cabe o professor mesclar aquilo que é mais importante para essa finalidade e assim por diante.
ResponderExcluirMas entendo que para nós futuros professores de química que o mas valorozo no conteúdo é aquilo possa ajudar o aluno na compreensão do todo e também o que for capaz de dispertar nesse o interesse pelo conhecimento químico,ou seja, aquilo que realmente tenha uma aplicabilidade na sua vida cotidiana e que possa ajudá-lo a com o auxilio deste a criticar o mundo ao seu redor e funcionar como um fator de transformação!!
Não tenho dúvidas que a clientela dos cursinhos de vestibular diferem da clientela do ensino médio, isto é fato!
ResponderExcluirSou adepto de toda e qualquer metodologia e/ou estratégia de ensino que venham corroborar o processo de ensinagem e não tenho dúvidas que a música pode funcionar como agente facilitador desse processo, uma vez, que a música conduzirá o aluno por um outro caminho e este novo caminho despertará um novo olhar sobre determinado conteúdo, tornando-o mais próximo para o aluno, entretanto, fico preocupado com a letra das músicas, bem como, a forma com que os conteúdo são abordados nas mesmas. Isto porque, apesar da música atrair a atenção dos alunos o que é bom, este fato pode ser apenas momentâneo, não sendo então significativo do ponto de vista do aprendizado, ou seja, a música pode continuar tendo um simples função memorização. Se é isso que os clientes de cursinhos querem, então, o professor em questão está de parabéns neste sentido, já que não tenho dúvida de que este atendeu as expectativas de seus clientes que sairão felizes, por terem depositado o seu “Rico Dinheirinho na Empresa Correta”.
Nos dois vídeos considero que a música é só um complemento, isso me pareceu bem claro devido a arrumação do quadro, e quando ele fala que já explicou o conteúdo na letra do vídeo 2.
ResponderExcluirAcredito que a metodologia é super válida, ele pega coisas comuns da realidade dos alunos dele: funk, pagode. O que é comum no Rio.
Como acredito que os hits são para auxiliar o conteúdo não vejo que seja necessário conter tudo, mas somente o que o professor julgar mais necessário na realidade dele. Observando a letra percebo elementos que julgo importante nos dois conteúdos. O fato de ser cursinho não interfer em nada, depois da exposição do conteúdo, se o momento, a turma, as condições forem pertinentes, acho interessante.
O professor, tem que tentar atingir o máximo de alunos, é o que ele faz.
Descordo completamente de Ulisses, pois, acredito que no processo de ensino aprendizagem o importante é o conhecimento e como os alunos estão assimilando este.Não acredito na educação como uma questão mercenária apenas com a finalidade de se obter dinheiro como ele mesmo menciona.Educação é um fator de transformação que pode mudar a realidade da vida de uma pessoa não apenas do ponto de vista finaceiro, mas no sentido de ser um agente atuante na sociedade capaz de contribuir com uma vida social mas crítica e provedora de um desenvolvimento intelectual!
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